Gislaine
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MARIA DE TODOS OS DIAS

AMIGOS,

A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Partilharei aqui com vocês, textos próprios, ou de amigos Padres , missionários leigos e religiosos .

Hoje, o Padre Eduardo Calandro, da Diocese de Goiás, professor da Universidade Católica de Goiás.

Especialista em Psicologia  , parapsicologia e Pedagogia Catequética.

 

MARIA DE TODOS OS DIAS

Estamos vivendo o mês de maio, dedicado a Maria mãe de Jesus e nossa mãe. Vamos tentar imaginar como seria o dia-a-dia da mãe de Jesus! Muitas e muitas vezes, paro, fico recolhido em silêncio e procuro imaginar-me diante de Maria e contemplo as “Marias”- mulheres de hoje, desta terra, deste chão.

Os Evangelhos falam muito pouco de Nossa Senhora, mas não nos importamos com isto. Em nossa mente, nós completamos o que os Autores Sagrados não chegaram a escrever. Pela imaginação, nós a acompanhamos nas atividades de cada dia. Contemplamo-na nos seus pequenos deveres de esposa e mãe. Naquela morada tudo é pobre, imensamente pobre, muito simples e rústico. Vemo-la cozinhando, varrendo o chão, tirando o pó, lavando umas peças de roupa, sentada diante de uma tina. Depois, vemo-la levantar-se, com um pano na cabeça, à semelhança das outras mulheres da região, e tomar uma grande bilha de barro. Agora ela nos aparece descalça a caminhar alegre em direção à fonte; lá, calma e mansidão, espera a sua hora de encher o jarro. Toda a água para a higiene e a cozinha da pequena família é Maria quem a busca.

E assim ficamos pensando, era imensamente simples a vida de Maria. Durante toda a sua existência fez estas coisas pequenas. Colocou amor, muito amor nestes nadas de cada hora. Transformou-os, pela intensidade de seu amor, numa expressão de entrega completa a Deus. E, como o Pai, acolheu com um júbilo infinito a sublimidade dessas pequeninas ações convertidas em poemas de amor!

E nos temos certeza de que é o amor que dá valor às nossas ações?

Uma ação heróica ou retumbante, mas feita sem amor, não passa de barulho diante de Deus. Uma coisa pequenina, ainda que seja como as duas moedinhas daquela simples mulher dos Evangelhos, vale imensamente para Deus.

É assim que nós devemos ver o cotidiano de Maria, assim contemplamos toda a vida de Nossa Senhora.

Por que não seguimos Maria nestas pequeninas ações dos nossos deveres habituais?

Não é verdade que estes pequenos atos estão sempre à nossa disposição?

Quem poderia afirmar que não tem oportunidade de agir à semelhança de Maria nestes pequenos deveres?

Haverá alguém que possa ter a ousadia de declarar que lhe é impossível fazer estas coisas mínimas com amor?

Olhando para Maria, para sua vida nessas pequenas oportunidades de todas as horas, nós nos aproximaremos cada vez mais de Deus, encheremos de amor toda a nossa existência, e seremos mais gratuidade para as pessoas que vierem ao nosso encontro.

Pe. Eduardo Calandro

 
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